Mostrando postagens com marcador NatáliaCG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NatáliaCG. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Atividade Prática: A educação ambiental nas escolas.


             A disciplina Psicologia e Educação propõe o desenvolvimento de uma atividade prática relacionada às escolas, utilizando temas de livre escolha; neste caso o nosso grupo escolheu educação ambiental. O objetivo foi conseguir informações e dados para uma análise e uma  posterior discussão durante o seminário sobre como a educação ambiental está sendo trabalhada nas escolas e como poderia sê-lo, além de relacionar com o conteúdo estudado durante todo o semestre.

            No planejamento inicial estabelecemos o que seria feito: questionário com alunos de sexto ano, com perguntas básicas sobre reciclagem, consumo, meio ambiente, etc, para observar o envolvimento dos alunos em relação a tudo isso.

Questionário 1 – Para alunos.                                                                          
  1. Na sua casa há a separação de lixo reciclável e orgânico?
  2. Você sabe identificar as cores dos lixos e os respectivos materiais?
  3. Você utiliza transportes públicos?
  4. Há área verde (parques, praças, jardins, etc) em seu bairro?
  5. Você economiza água ao tomar banho e esovar os dentes?
  6. Cite 2 animais da fauna brasileira.

Conseguimos aplicar o questionário em 3 salas de sexto ano em uma escola estadual no município de Campinas, e os resultados obtidos a partir de cada resposta se encontram no gráfico a seguir.




Além disso, também obtivemos imagens da escola, observando se havia estrutura para a realização de atitudes ‘’ecologicamente corretas’’, e o relacionamento dos alunos com tal. A seguir encontram-se as fotos.


 Foto 1 – A escola possui lixeiras, porém o descaso com elas parte tanto de alunos quanto de funcionários.


Foto 2 – Esta é a única árvore existente na escola, mostrando que falta área verde.



 Foto 3 – As condições do pátio após o intervalo dos alunos.


            Outra item analisado foi a opinião dos professores sobre as aulas em que há conteúdo sobre educação ambiental, para o qual também foi elaborado um questionário.

Questionário 2 – Para professores.
  1. Qual é o conteúdo dado em suas aulas de educação ambiental dentro da matéria de ciências? Há o seguimento de diretrizes?
  2. Você realiza atividades fora da sala de aula?
  3.  Há interatividade e utilização de itens mais visuais durantes as aulas?
  4. Qual é a resposta dos alunos? Eles mostram interesse e participação?
  5. Na sua opinião, o quanto é importante a educação ambiental para os alunos?


Como não havia muita disposição de tempo por parte dos professores dessa escola, ocorreu uma conversa mais informal, sendo assim, o questionário não foi devidamente aplicado. Porém, todos foram receptivos e  o primeiro contato foi com um professor de matemática, mas que já havia dado aulas de ciências para turmas de 6º ano, e também trabalhou em projetos de coleta seletiva. Ele enfatizou como problemática a dificulade de coscientizar o coletivo e a falta de comprometimeto. A partir das falas dele, percebemos que a afetividade não era considerada relevante, e que exercia seu papel de mediador de uma forma impositiva, depositando o conhecimento no aluno. Em contato com uma professora substituta, esta preferiu não comentar sua opinião, pois se atem somente ao conteúdo deixado pelo professor ausente. Sentimos uma falta de envolvimento e um impacto negativo sobre os alunos, consequente desse afastamento. Por fim, em conversa com a professora de ciências, é perceptível a importância dada por ela a um acesso direto à informações sobre educação ambiental (reflorestamento, lençóis freáticos e desmatamento), citando exemplos de estudos já realizados com algumas de suas turmas. Como também acabamos observando a relação aluno-professor, devido a toda a discussão desenvolvida na disciplina, percebemos que ela trabalha em uma cooperação entre todos dentro de uma sala de aula, e utiliza práticas motivadoras, o que desenvolve uma afetividade positiva, impactando no desenvolvimento do aluno.

            Também conversamos separadamente com alguns alunos, e, através das suas falas, conseguimos identificar o envolvimento e a afetividade desenvolvida em relação ao assunto, o faz com que eles se interessem pelo mesmo, algo essencial para que sejam cultivadas atitudes ecologicamente corretas, sempre existindo preocupação com o meio ambiente. Como um exemplo marcante, havia um aluno que mostrou grande conhecimento sobre natureza e meio ambiente, além de parecer muito interessado em tudo relacionado a esse assunto. Desenvolvendo uma conversa com ele, descobrimos que o motivo desse envolvimento era causado por seus pais, que o incentivavam muito, atuando como mediadores.

            Ao mesmo tempo foi observado o grande descaso da maioria dos alunos, sem envolvimento com assuntos que impactam diretamente suas vidas; conseguimos relacionar isso com a falta de motivação por parte dos professores, pois relacionando a Vygotksy, por exemplo, há a questão do mediador, que é de extrema importância. Além disso, outro aspecto que relacionamos muito foi a afetividade relacionada a Wallon, pois o aluno, conseguindo estabelecer um vínculo com determinado assunto ou atividade, consegue se envolver e praticar atitudes condizentes com o que é esperado.

            Aprofundando mais na teoria, Vygotsky coloca que todo o indivíduo possui uma zona de desenvolvimento proximal (ZDP), correspondente a tudo o que ele pode adquirir em termos intelectuais, mas que necessita do outro, como mediador, para dar suporte a esse aprendizado. Do que foi obtido a partir dessa atividade, percebemos que faltou muito interesse por parte dos professores, principais mediadores dentro de uma escola, de levar os alunos a esse desenvolvimento até sua capacidade máxima, principalmente por experiências negativas e falta de motivação. Faltando motivação no mediador, não haverá também em quem necessita dele.

            Em relação a Wallon, percebemos o quanto está intrínseca a questão da afetividade. O indivíduo deve ser observado tanto do ponto de vista congnitivo quanto do afetivo e motor. É necessário levar as emoções do aluno para o ambiente escolar, pois assim ele consegue exteriorizar seus desejos e vontades. Sentimos falta disso no ambiente escolar visitado, e percebemos que isso está diretamente relacionado com a falta de envolvimento. Por exemplo, assuntos sobre educação ambiental devem ser expostos aos alunos de modo que eles consigam perceber que aquilo está em seu cotidiano, e possui impacto em sua vida e em seu futuro a todo momento, pois a humanidade depende do meio ambiente para sobreviver. Relacionando tudo isso a vida de cada um, é possível que todos se envolvam com aquilo, afetivamente, e a partir daí conseguem agir positivamente, de acordo com as atitudes de um indivíduo consciente e que se preocupa com o meio ambiente.

            Outro exemplo de professor, constrastando com os anteriores, é de uma escola de ensino particular. Inicialmente, queríamos comparar a diferença entre os dois tipos de ensino, público e particular, mas houve falta de receptividade em alguns colégios particulares, então focamos somente em ensino público. Enfim, em contato com esse professor, que respondeu ao questionário proposto, foi perceptível o quanto ele considera importante a educação ambiental e consegue passar esse sentimento a todos os seus alunos. Primeiramente ele enfatizou que a utilização de elementos mais visuais e atividades fora da sala de aula mantem o  interesse e a curiosidade dos alunos, sendo difícil que algum deles não goste. Além disso citou duas responsabilidades desse tipo de ensino, que é a formação de indivíduos conscientes, que irão se tornar líderes do nosso mundo no futuro, e também a modificação dos maus costumes da geração dos pais desses alunos, que não tiveram contato com isso durante a infância. Apesar da discrepância entre os ensinos estarem ligados a problemas políticos, as principais atingidas são as crianças que necessitam de educação e irão compor a sociedade em um futuro próximo

            A partir de tudo o que foi observado, chegamos à conclusão de que a exposição de conteúdos e informações sobre a educação ambiental, sem envolver os alunos, leva à falta de interesse e motivação para praticar atitudes conscientes. Isso tudo se deve ao fato da falta de percepção do quanto isso é importante e o quanto impacta na vida e no futuro de toda a sociedade. E está ausente na maioria dos responsáveis por esse envolvimento em um ambiente escolar, os professores, a motivação para incentivar os alunos. Com tudo isso, nos questionamos como ficará a situação, que está preocupante; ao menos o nosso desempenho como professores poderá ser mais positivo, sabendo da importância da mediação como professor e de que o aluno é um ser completo.

quinta-feira, 14 de junho de 2012


Análise Crítica – Módulo Vygotsky e Wallon

Natália Camargo Gomes – RA:118227   


            Em relação ao módulo estudado, sobre as contribuições de Vygotsky e Wallon em uma perspectiva histórico-cultural, foi possível analisar ambos e observar as diferenças entre eles.

            Sobre o aprendizado, os estudos de Vygotsky decorrem da compreensão do homem como um ser que irá se formar a partir do contato com a sociedade, rejeitando tanto teorias inatistas quanto empiristas. A formação acontece numa relação dialética entre o sujeito e a sociedade em que convive, sendo que um modifica o outro; assim, cada pessoa estabelece uma experiência pessoal e significativa com um determinado ambiente.

            Para Vygotsky, a partir do aprendizado são desenvolvidos os processos psicológicos mais complexos que originam as funções psicológicas mais ‘’superiores’’; segundo ele, essa funções diferenciam os humanos dos outros animais. Relacionado a isso, há um conceito muito importante em seus estudos, o da zona de desenvolvimento proximal (ZDP). A ZDP corresponde a tudo o que uma criança tem capacidade de adquirir em termos intelectuais quando possui um suporte educacional adequado. Por exemplo pode-se citar a questão da fala, pois a criança nasce com condições biológicas de falar, mas só irá desenvolvê-la se aprender com algum adulto.

            Assim, para desenvolver tudo o que tem capacidade, a criança necessita de uma mediação, aonde entra o papel do adulto, e mais importante ainda o papel do professor. Para Vygotsky, no primeiro contato da criança com novas informações, atividades ou habilidades, deve existir a participação de um adulto. Desse modo, a criança consegue internalizar as coisas, tornando-se independente para realizá-las. E saber identificar o que o aluno já sabe e o que está prestes a aprender, conseguindo direcionar o processo, é uma habilidade necessária para professores.

            Vale ressaltar que outro aspecto importante é a questão dos signos ou símbolos, uma construção da mente humana que media a relação entre o homem e a realidade, papel similar à instrumentos de trabalho,por exemplo; por isso, Vygotsky utilizava o termo instrumentos simbólicos. Havia ênfase da linguagem como um instrumento simbólico, pois a partir do aprendizado desta, que carrega conceitos da cultura à qual pertence o sujeito, é possível direcionar o próprio desenvolvimento pessoal.

            Vygotsky não formulou uma teoria pedagógica, mesmo que seu pensamento ressalte a importância da escola na formação do conhecimento de um indivíduo; uma intervenção estimula um desenvolvimento que não ocorreria espontaneamente. Um ensino de boa qualidade é aquele que leva o aluno à atingir um nível de compreensão ao qual não conseguiria chegar sozinho.

            Para Wallon, assim como Vygotsky, o processo de aprendizagem é dialético, e, além disso, propõe o estudo de uma pessoa completa, considerando tanto a cognição quanto a afetividade e a motricidade. Para ele, o homem é resultado de influências sociais e fisiológicas, e suas potencialidades psicológicas dependem especialmente do contexto sócio-cultural.

            Segundo ele, o desenvolvimento seria um processo de identificação em oposição ao mundo exterior, ou seja, o indivíduo sai de um estágio de completa imersão social para outro em que possa se distinguir e distinguir seus próprios motivos. E assim como Piaget, Wallon propões estágios de desenvolvimento (impulsivo-emocional, sensório-motor, personalístico, categorial, adolescência), mas difere daquele por afirmar que não é tão delimitado, pois os estágios se integram, sendo que um não suprime o comportamento do outro.

            E a proposta de Wallon é que o desenvolvimento intelectual ocorra dentro de uma cultura mais humanizada, e coloca como base para a cognição quatro campos funcionais: motor, afetividade, inteligência e a formação do eu como pessoa; isso mostra que o indivíduo é analisado como um todo. É necessário levar, além do corpo da criança, suas emoções para dentro do ambiente escolar, pois é a partir delas que são exteriorizados os desejos e as vontades.

            Assim, analisando tanto Vygotsky quanto Wallon, é possível observar que o primeiro coloca que as funções superiores são adquiridas pelo indivíduo a partir de seu convívio social, e que é essencial o papel de um mediador para que o desenvolvimento seja impulsionado, pois todos possuem capacidade para tal, mas podem não conseguir sozinhos. Neste contexto acredito que deve ser destacado o papel dos professores; porém um desafio é que os educadores podem orientar as crianças em diversas maneiras, dependendo da cultura. Além disso, a comunicação verbal pode não ser a única forma pela qual o pensamento se desenvolve, outro desafio ao que é proposto por Vygotsky.

            Em relação à Wallon, foi de grande importância a questão da afetividade colocada por ele, pois a criança demonstra suas emoções, e estas causam impactos no outro, tendo influência no meio social. Uma relação dialética irá ajudar a desenvolver a criança sintonizada com o meio, pois há maior liberdade para ela.


Bibliografia:
Vygotsky, L.S. Pensamento e Linguagem. SP: Martins Fontes, 1998.
Vygotsky, L.S. A formação social da mente, 6ª edição. SP: Martins Fontes, 1998.
DANTAS,P. Para conhecer Wallon: Uma Psicologia Dialética. Ed. Brasiliense, S. Paulo, 1983.
Galvão, I. Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Análise Crítica – Módulo Jean Piaget
Natália Camargo Gomes – RA:118227

Jean Piaget aparece como um nome de grande importância na área da psicologia da educação, dedicando-se muito à observação do comportamento infantil e,a partir disto, desenvolveu estudos no que denominou de epistemologia genética.
A abordagem com as crianças foi feita através do método clínico, que baseia-se em manter um diálogo aberto com as mesmas, não sendo necessário perguntas e respotas direcionadas a um padrão, representando grande flexibilidade na análise de cada indivíduo; pode-se dizer que consiste em um método com mais liberdade.
Com suas descobertas, Piaget conseguiu demonstrar que há uma limitação na transmissão de conhecimentos, pois não é possível esperar que uma criança aprenda algo que ela ainda não tenha condições de absorver; mesmo se existissem essas condições, não haveria interesse. Nesse aspecto deveria haver concordância com Piaget, pois é algo evidente até o tempo presente, principalmente em ambientes escolares, e até mesmo familiares.
Nessa discussão, assume-se, por Piaget, que através de suas próprias descobertas, a criança adquire conhecimento, o que viabiliza a construção de um aprendizado autônomo, chegando à idéia do construtivismo.
Com o estímulo à procura de conhecimento, provoca-se a atividade, e aos poucos desenvolve-se o que pode ser denominado de maturidade psicológica, utilizando mecanismos como a assimilação e a acomodação; nestes primeiramente assimila-se estruturas exteriores a esquemas já existentes na mente e depois há uma assimilação da idéia. Seguindo a corrente construtivista, Piaget apresentou corretamente como é construído o conhecimento pelas crianças.
Outro conceito que é alicerce da teoria piagetiana são os estágios de desenvolvimento congnitivo, através dos quais a criança vai perdendo gradualmente seu egocentrismo, conforme vai amadurecendo seus pensamentos e adquirindo raciocínio lógico. Isto é parte essencial dos estudos de epistemologia genética, e é importante pois somente assim há um desenvolvimento da moral, através de uma noção de responsabilidade individual.
O primeiro estágio de desenvolvimento é o sensório-motor, que vai até os dois anos de idade, quando somente demonstra-se reações básicas para ações prazerosas ou vantajosas, além do desenvolvimento da percepção do eu e dos objetos ao redor.
A partir do dois até os sete anos de idades, no estágio pré-operacional, vai surgindo a capacidade de dominar a linguagem e representar as coisas através de símbolos; o egocentrismo ainda está presente, não permitindo que a criança, por exemplo, coloque-se no lugar de outra pessoa.
Quando o conceito de reversabilidade das ações é adquirido, trata-se do estágio das operções concretas (dos 7 aos 12 anos), dando início ao pensamento lógico à habilidade de perceber as similaridades e diferenças entre objetos, além do domínio de tempo e número.
Por fim, perto dos doze anos de idade, começa o estágio das operações formais, quando é marcada a entrada na idade adulta, falando-se em termos cognitivos. Há o total domínio do pensamento lógico e dedutivo, quando os adolescentes estão hábeis à experimentação mental, relacionando conceitos abstratos e formulando o raciocínio sobre hipóteses.
Sobre os estágios de desenvolvimento, pode-se dizer que foi de grande auxílio para os estudos na área da psicologia da educação, não ao estabelecer uma padronização no desenvolvimento de todas as crianças, pois existem, por exemplo, as que possuem necessidades especiais e não se encaixam nesse processo; mas foi base  para os estudos do desenvolvimento infantil ao fornecer referências básicas e características de cada idade.
Piaget tem sido duramente criticado, principalmente nos tempos atuais, mas não deve ser descartada sua importância para os estudos na área da educação; seus conceitos podem e devem ser utilizados em certos contextos. Pode-se dzer que esse módulo sobre Jean Piaget foi uma pequena introdução, mas foi muito interessante e agregou bastante conhecimento.

Bibliografia:
MATOS, H.A.V., Sobre a teoria piagetiana, Mímeo, 1998.